Olho para o refúgio, onde nada mais cai senão a mágoa da chuva acesa numa noite escura, por mais que a felicidade cresça, ainda a tristeza perdura.Sou o céu que todos olham quando precisam, mas quando se mergulha no apetecível, cai-se no esquecimento e na luz da moraria, cantando aos vizinhos numa voz bem alta.
Sou o coro perfurado num sorriso, sou a forma e a vida como idealizo, sou o aperto no peito amargurado e sozinho.
Apenas quero reavivar tudo para reviver, tudo o que um dia em mim vi nascer, batalhado em sol, chuva e vento, a minha tristeza não passa de um pensamento.
25-Maio-2009
Carolina Cruz
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