quarta-feira, 10 de junho de 2009

Hoje parámos


Hoje parámos. Cientes daquilo que me faz acreditar, choro e até minto do que realmente me arrependo, mas na viagem da vida há todo um jogo proibido e perfeito onde te encontro todos os dias e me sussurras em cada pormenor, és meu amigo, sou teu amigo, não me deixes abater.
Sobe, sobe mais alto que o teu próprio mundo, sou da cor que mais um dia alcançaste num sorriso trémulo de constante alegria, sou o fogo que o alimenta quando todos o tentam apagar.
Sou a chama vazia presa em cada nevoeiro do teu amanhecer, do teu amanhã, sou uma pedra rasgada sem forças e tu és o meu divã.
Divã de puro riso, de puro sono, sonho escondido em histórias de vida, em escolhas, em magia, tremores, alegria.
Os papéis rasgados já pouco significam e alma para escrever esquece-se de viver, por um lugar mágico, escrito em pedacinhos molhados com perfume, não te dou a minha vida, mas dou-te lume.
Lume capaz de acender um sorriso, de queimar uma lágrima fria ao saber do vento, porque a vida é um choro, é o tempo.
Carolina Cruz
Fevereiro 2009

3 comentários:

xana disse...

És doce em cada palavra minha peqenina :')

Anónimo disse...

Isto que disse é verdade verdadeirissima :')

Anónimo disse...

Assinado Xana, isto não lembrar da pass fogo :x